Os donos das empresas

Os fundos de pensão no mundo têm US$ 17 trilhões. Isso mesmo, trilhões.

No Brasil, o dinheiro da previdência privada já chega a R$ 800 bilhões. E só cresce, com a adesão de novos segurados e com a rentabilidade dos investimentos.

Olha, ninguém investiria tanto dinheiro numa aventura. Especialmente gente esclarecida.

Há um aspecto interessante nessa poupança toda: os donos dessa grana são os trabalhadores que contribuem para sua aposentadoria.

No livro “O Socialismo dos Fundos de Pensão” PETER DRUCKER afirmou que eles conseguiriam um dia o que a utopia de Karl Marx sonhou e não passou nem por perto: a socialização do capital.

Apesar de a antiga União Soviética propagandear que os trabalhadores soviéticos eram os donos do capital, lá quem mandava era o Estado forte.

Ao contrário, por mais paradoxal que pareça, nos países mais capitalistas do mundo, nas chamadas economias de mercado, os trabalhadores chegaram ao controle das empresas e dos meios de produção através dos seus Fundos de Pensão. Um processo de acumpliciamento entre capital e trabalho.

Querem um exemplo: a Vale. O Agnelli é só um executivo contratado pelos fundos de pensão e não o dono.

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