Vai mudar o momento de escolher o tipo de tabela de IR na previdência privada

O mercado de trabalho mudou muito nas duas últimas décadas.

Antes, era normal trabalhar na mesma empresa a vida toda e depois ter uma boa aposentadoria do INSS.

Hoje, trabalhamos numa empresa três anos, noutra dois, aí saímos para montar uma prestadora de serviços, depois viramos autônomos e, talvez, voltemos a trabalhar com carteira assinada.

Apesar disso, quando contratamos uma previdência privada- o que, até em função dessa rotatividade, é fundamental- temos que escolher entre o regime tributário progressivo ou regressivo. Uma escolha que depende de quanto ganhamos, do tempo vamos aplicar, de nossa relação de abatimentos na Declaração Anual de IR e se declaramos no formulário simplificado ou no completo. Tudo isso muda ao longo da vida profissional, mas escolhida a tabela, não podemos trocar. E escolha errada custa muito mais imposto.

Por isso, acho inadequado o momento da opção: normalmente, início de carreira e quando sabemos pouco de previdência.

Pois, a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado está perto de aprovar o Projeto de Lei 511 que prevê a escolha no momento da aposentadoria. Ah, e as antigas opções poderão ser revistas.

Excelente idéia.

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