Desonerar a folha de pagamento

As empresas e indústrias estão cada vez mais informatizadas e automatizadas. Isso elimina postos de trabalho formais.

Um exemplo: no setor de serviços, há dez anos, quando adentrávamos a uma agência bancária, haviam 2 computadores enormes na entrada e uma recepcionista que tentava nos induzir a fazer as operações neles e, no interior da agência, 6 caixas pessoas físicas.

Como é hoje? Exatamente o contrário. Na entrada, são 6 terminais e lá dentro da agência só 2 caixas.

Conclusão: investe-se em tecnologia e não em mão de obra, porque esta é cara, engordada pelos altos encargos sociais.

Há 15 anos, defendo que, para combater a informalidade, grandes empregadores pagassem menos encargos sociais e empresas automatizadas ou informatizadas pagassem encargos sobre o faturamento.

Tardiamente, mas finalmente, o governo estuda diminuir, ou mesmo zerar, os 20% de encargos das empresas sobre a folha e substituí-los por taxação sobre o faturamento.

Se, num primeiro momento, a previdência perde receita,logo viriam mais contribuintes com carteira assinada e a arrecadação cresceria com faturamento das empresas no atual momento econômico favorável.

Olha, tem que ter coragem de dar o primeiro passo. Só uma presidente como a nossa para dá-lo.

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