A arte de poupar

Uma dificuldade enorme para o brasileiro é: poupar.

Poupança é diferimento de consumo. É deixar de consumir um pouquinho hoje para poder ter dinheiro para consumir no futuro.

Esse nosso vício econômico tem duas origens: a nossa cultura ibérica e a inflação.

A cultura ibérica nos induziu sempre a esperar tudo do governo e deixar com ele o nosso futuro. Quando chegar a hora, ele dá um jeito. Não é assim que pensamos?

E décadas de inflação estratosférica nos forjaram a pensar só em conseguir passar o mês, a olhar só no curto prazo. Não aprendemos a fazer e cumprir um orçamento, a planejar e a saber a importância e o valor do dinheiro, pois ele já não tinha o mesmo valor no dia seguinte.

Mas o Brasil e o mundo mudaram. Mais do que nunca está provado que sem poupança não há crescimento nem riqueza, pessoal ou nacional. A China, depois de séculos, saiu da obscuridade para a vanguarda econômica exatamente por aprender a poupar. Lá, de cada U$ 100 que um chinês ganha, U$ 43 ele poupa.

A verdade é que quem só gasta e vive no vermelho engorda a riqueza dos bancos.

Enquanto não aprendermos a guardar, no mínimo, 10% da nossa remuneração mensal, seremos sempre pobres e dependentes.

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