Exercício de futurologia

Muitos acham que defendo só a previdência privada.

Não é verdade. Ontem, disse que o INSS é fundamental. Ocorre que ele é obrigatório para qualquer trabalhador e previdência privada não. Daí meu trabalho de educação e conscientização. De estimular a poupança e o planejamento pessoal.

Vejam, para muitos a aposentadoria está longe, daqui a 20, 25, 30 anos. Vocês já pararam para pensar como estará o mundo lá na frente?

Se em duas décadas tudo mudou, que dirá nas próximas.

Que será do emprego com a tecnologia avançando freneticamente? Que catástrofes naturais estão por vir? O que representaria para a economia mundial- hoje interligada- um Japão ser dizimado por um terremoto? Ou o sistema bancário europeu quebrar? Ou, ainda, uma guerra de fundamentalismo religioso ser deflagrada?

Convenhamos: quem vai se aposentar daqui a 20 anos tem que refletir sobre isso. Não é ser pessimista, mas realista. Porque previdência e poupança de longo prazo não se fazem da noite para o dia.

Por isso, diversificar é a palavra. Se o governo brasileiro quebrar, sobra a previdência privada. Se os bancos quebrarem, sobram os fundos de pensão. Enfim, previdência não pode ser uma aposta.

Se puder três fontes de aposentadoria, melhor que duas e muito melhor que só uma, que é o obrigatório INSS.

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