Solidaridade Familiar

Antigamente, previdência se chamava família e a contribuição era o filho gerado. As famílias tinham muitos filhos e um deles- geralmente o mais novo- ficava com a obrigação de cuidar dos pais idosos.

A industrialização e a migração para as cidades sepultou essa solidariedade familiar. Ela foi substituída pela previdência social e a solidariedade intergeracional. Uma geração garante a renda na velhice da que lhe antecedeu no mercado de trabalho, e a contribuição é uma parte subtraída do salário.

Mais recentemente a previdência privada, se não substituiu, complementou a previdência social e implantou a solidariedade entre trabalhadores da mesma empresa, sindicalizados do mesmo sindicato e cooperados da mesma cooperativa.

Olha, não podemos desconsiderar a volta, um dia, à solidariedade familiar. Ao menos para complementar a aposentadoria de outros regimes. Talvez os filhos, no futuro, venham a ter que cuidar dos pais idosos, com uma diferença: não mais por obrigação, como antigamente, mas por amor.

A contribuição para essa previdência, não mensalmente, mas diariamente, é amor e participação na vida dos filhos. Lembram: amor com amor se retribui.

 Por isso, pais, dediquem mais tempo aos que dependem de vocês hoje, pois um dia vocês poderão depender deles.

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