Um finge que para, o outro finge que paga

Pergunta de um aluno ontem: professor, é mesmo necessária uma reforma da previdência?
Minha resposta veio com números.
O INSS gastará este ano R$ 500 bilhões com aposentadorias, pensões e outros benefícios e o déficit- o furo que o Tesouro vai ter que cobrir- será de R$ 150 bilhões. Já o orçamento total da educação é de uns R$ 105 bilhões, o mesmo da saúde.
Ocorre que, dos 31 milhões de aposentados e pensionistas, 67% ganham um salário mínimo e menos de 1% ganham o teto do INSS, hoje de R$ 5.189,82.
Resumo: gasta-se 4 vezes mais com previdência do que com educação e saúde individualmente. Por outro lado, os segurados estão insatisfeitos, porque ganham uma miséria. Daí, aposentarem-se cedo e continuarem a trabalhar para aumentar a renda mensal.
Isso é jabuticaba também. Só existe no Brasil. As pessoas fingem que param e o governo finge que paga uma aposentadoria suficiente.
Olha, enquanto não pararmos com o “jeitinho”, seremos um país hipócrita e miserável.
Aposentadoria é renda para quando o trabalhador não tiver mais capacidade de trabalho e isso está diretamente relacionado à idade.
E quando ele atingir essa idade- que o Brasil tem que decidir qual é- ele tem que ter aposentadoria que lhe permita manter o padrão de vida e viver com dignidade.
O resto é discurso de fanático, populista ou ignorante.
Consultas sobre finanças e previdência : (41) 3013-1483

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